Polícia para quem precisa de moradia
Para dar visibilidade à luta pela moradia estudantil e ao descaso da reitoria em relação a este direito, estudantes ocuparam o prédio que deveria ser a casa no campus. A resposta da administração da UEL veio rapidamente, fardada e de viatura. Na madrugada do dia 27 de junho, duas viaturas policiais, o tenente Fernando, diversos seguranças e um "chefe" da prefeitura do campus que não quis se identificar vigiavam o prédio, alegando que havia "suspeitos" lá dentro. Um dos seguranças segurava uma corrente com um cadeado para impedir que os estudantes saíssem do prédio, caso desejassem. Ou seja, a ocupação acabou virando cárcere privado.Seguranças com câmeras de vídeo e fotográficas também retratavam quem se aproximasse para intimidar e dar suporte a futuros processos. Nenhum servidor público quis se identificar.
Lutar por direitos nao é crime!
A morte de Anderson Amaurílio da Silva, manifestante que foi atropelado durante o fechamento do terminal, no movimento pula catraca de 2003, completou quatro anos no dia 24 de junho. Foi realizado um ato para exigir a punição dos responsáveis e denunciar vários casos de criminalização e repressão aos movimentos sociais. Estiveram presentes diretores do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá, que por terem entrado em greve, em 2006, sofreram com repressão policial, processos e demissões. O comitê pelo Passe Livre, Redução da Tarifa e Estatização do Transporte Coletivo denunciou a permanência de uma liminar que impede manifestações no terminal; moradores da Casa do Estudante da UEL denunciaram perseguições aos estudantes que participam do movimento estudantil; o sindicato dos Jornalistas e dos servidores municipais de Londrina e a ADUEL prestaram solidariedade a esta luta. Estes fatos foram vinculados com o plano de segurança da reitoria da UEL e as declarações do reitor que desqualificam e criminalizam os estudantes.
- Soraia de Carvalho
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